Tuesday, 8 December 2009

"This is a story of boy meets girl

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but you should know upfront, this is not a love story."

Se um rapaz diz que há qualquer coisa estranha entre nós mas que ele não pode avançar porque ainda está connected com a ex girlfriend que por acaso é a sua melhor amiga, fica estranho connosco nessa noite, e no dia seguinte nos liga só para perguntar se está tudo bem e dizer que tem saudades nossas, o que é que é suposto fazer?

Thursday, 12 November 2009

Diario de Bordo #1

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. B: Novo grupo, nova casa, a menina do mimo ja nao tem o conforto dos abracos familiares. A baby do grupo agora esta agora perante a oportunidade de mostrar ao mundo que esta a crescer e que a transicao de baby a mulher ja comecou - in a smooth way. O ex-amor perfeito esta agora enterrado como deve acontecer com todos os amores acabados. Ele continua na corda bamba sem saber o que quer da vida e a exigur-lhe amor porque acha que esta no seu direito. Over with that. Nova escola, novas pessoas, novo amor - Cush Kooks, vamos chamar-lhe assim. O miudo K. aparece e comecam as borboletas na barriga, os sobressaltos com um mimo no MSN ou o histerismo com um beijo roubado enquanto ninguem via. Disney princesses do have happy endings sooner or later.




.P: A escola que queria nao lhe abriu as portas, ficou-se com mais um ano de luta pelo sonho. O amante do conforto foi-se (gracas a Deus) - amor que deita abaixo nao e amor. Mas com o amor foram-se os melhores amigos para outras partes do pais ou do mundo. Chegou-se a conclusao que o padre, depois daquela noite, nao da, definitivamente, para amante e ficamo-nos pela amizade. Fair enough.
Agora o coracao pergunta: se me tiraram o conforto da relacao segura e ja nao ha a rush da aventura, com que e que fico...?
Exactly.
Portanto, anda a deriva a espera que o amor lhe bata a porta so que ja esta um bocadinho cansada de esperar. "Good things come to those who wait, I say".
Good news is, ela e mais forte do que estava a espera e portanto esta a encontrar her way to keep her head up high. Porque no meio disto tudo, o sonho ainda esta la, e este ano nao ha tempo para erros.




.E: Romancezinhos de verao acabaram-se, conforto do conhecido e do seguro ficou-se la com a familia e os amigos e fui plantada num sitio onde sou uma estrangeira. Drama school e mais dificil do que podia imaginar e todos os dias corro em direcao a uma grande parede de tijolos que me lembra que "nao sabes dancas, nao sabes cantar, nao sabes representar, o que raio e que estas aqui a fazer, volta para onde vieste" e pergunto-me porque e que nao me decidi por uma coisa como "Tecnicas de cultivo agricola". Procuro amor em todos os cantos porque me recuso a ceder ao sexo facil e ate agora parece que o intercourse me esta a dar uma abada de vinte a zero. Vamos ver como se desenrola o jogo.






Normalmente, nas series, as personagens tem que passar por um periodo de incerteza antes de alguma coisa realmente boa acontecer. Maybe it's time now? Oh, come on!

Friday, 23 October 2009

Seguir em frente.

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Durante anos tive uma cama quente. Todos os dias começavam com um beijo doce, e todas as noites se trocavam palavras. O silêncio não morava comigo – sabia que, quanto mais não fosse, às discussões se seguiam ternas pazes. Fossem elas eternas, também. Durante anos tive um tecto seguro. Sei que muitas vezes vivíamos em realidades diferentes. Eu era capaz de ficar perto da lareira a ler-te em voz alta e tu, por cima dos meus romances sussurrados, debatias dilemas de comprar calças brancas ou pedir emprestado a um colega de trabalho. Sugeria que, de tempos a tempos, fizéssemos um picnic e insistias sempre em encomendar extravagâncias picantes e quase sempre intragáveis. Fazias pouco das minhas fantasias e nunca prestaste grande atenção aos meus sonhos. Eu gostava especialmente de cavalos, tu de peixes. Pelo Natal fazíamos amor perto da árvore enfeitada só porque eu gostava de ver as luzes como pirilampos nas tuas costas nuas e tu... tu achavas só estúpido e infantil da minha parte. Mas, fosse como fosse, durante esses anos eu tive uma realidade.

Já não tenho mais. No Inverno os meus pés estão sempre frios e não há palavras quentes pelo cair da tarde. Anoitece sem desassossegos grandes e leio para mim mesma. Não há paz porque não existem discussões que a antecedam. Mas não há paz porque a solidão, gula, ocupa o espaço todo. Dizem-me que dê tempo ao tempo, que o tempo tudo cura. Mas o tempo só me deixa tempo para pensar no tempo que partilhei contigo. Como eu me sentia viva! Tinha uma cama quente, beijos doces, palavras acesas e um tecto seguro.
Pensei que ia conseguir esquecer-te com algum chocolate e muito sexo. Ou o contrário, tanto dava. Estava redondamente enganada. Não, eu não te amo. Tenho de o dizer alto porque a solidão é demasiado arrebatadora para uma rapariga só e actua pela calada. Não, eu não te amo; digo-o. Mas agora estou num lugar pouco bonito e tem dias, arrebatadores, em que o silêncio mora em mim. E a realidade, nesses dias, abate-se no escuro. É então que penso que fui ambiciosa demais quando disse que tu, a tua vida e o teu amor não me bastavam.

Monday, 12 October 2009

I'm not a flirty person!

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Cheguei a uma triste mas verídica conclusão – eu não sou um “flirty being”. Que raio de ser possuidor de curvas corporais (não tão reduzidas quanto isso) sou eu, incapaz de atrair os seres parcialmente “brain-dead” do outro lado da fronteira? Seriously, agora que penso nas minhas coisas amorosas (chamemos-lhe coisas amorosas que o nome relacoes tem um peso muito grande), vejo que eu nunca fiz nada! Rigorosamente nada! E eles vinham! E agora, que sou confrontada com este cenário decadente de 40 miúdas a minha frente de mini saia a abanar tudo e mais alguma coisa, não me adianta muito ficar sentada (de pernas fechadas) a pestanejar e a sorrir inocentemente pois não? Pois não, mas e a única coisa que sei fazer, foi a única coisa que fiz ate agora.
O cenário e o seguinte: Night-club, gente muito muito alterada por todos os lados – e de repente, do nada – a gente alterada que estava por todos os lados começou a arrumar-se para canto (aos pares). Fui a casa de banho, voltei, a gente continuava arrumada pós cantos (com pares diferentes). Mais dez minutos e já havia mais novidade no dance-floor – uma espécie de speed dating mas com o full speed para chegar onde interessava. Eu, depois de ter sido agarrada por um miúdo que 5 segundos depois de me tentar beijar, estava a nadar no próprio jantar, encostei-me a canto – sozinha. Sentou-se um rapaz ao meu lado. Não estava alterado, bom sinal. Não puxou conversa, mau sinal. Flirt it is (nesta altura ainda não tinha chegado a conclusão que o flirt não era para mim).

-Not you’re kind of party?
-Not really. I like being around people how’ll remember my name by the next morning. Sorry, Dan.
-Elle, nice to meet you.
-Are you having a good night?
-Yeah, not my cup of tea either. What do you want from life, Dan?
- What do I want from life? Well, I want to be successful in my work, healthy and above all, to be loved.
- Big want.



Números de telefone foram trocados, mensagens também. Ele mostra interesse. Depois corta. Tenta beijar-me. Afinal vamos ter que remarcar a saída. “Will you get home ok? Want me to take you?”. Não me responde as mensagens...
Chego a conclusão que não sou um flirty being. Mas fuck, ele começa a ser mesmo interessante.



Friday, 9 October 2009

Percebi bem?

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Portanto, nós não namoramos mas não podemos estar com outras pessoas. Somos só amigos mas beijamo-nos. Chamas-me a dormir em tua casa, fazes a fita do eu-fico-no-sofá e não preciso lembrar como a história acaba. Sexo casual, está claro. Afinal, somos só amigos e não namoramos. Como tua amiga que sou, é suposto informar-te se me aproximar de algum rapaz. Como meu amigo que és, mantens o hábito de teres ciúme dos meus colegas de curso, dos teus que vão ter contigo para me elogiar e, sem dúvida, do meu ex namorado. Se estou a insinuar que sentes alguma coisa por mim? Claro que não! Onde é que foste buscar essa ideia? Somos só amigos! O resto é benefícios.

PS. És mais ingénuo do que pensava se julgas que me contento com isto.

Tuesday, 6 October 2009

You need to find your own way.

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Everybody needs to find their way, let me keep on finding mine.

Chego a casa molhada da chuva, com o vestido salpicado, os pés encharcados e a arrepender-me seriamente de não ter trazido para cá umas galochas ou um kispo. Mas já não me importo tanto com a chuva, já foi tempo de deixar que cada nuvem viesse acompanhada da tua ausência e que cada trovão me pregasse partidas e doesse no peito por cá não estares. Sabes, sempre acreditei no Karma, e talvez agora ainda acredite mais. Não gostava que agora os trovões te assombrassem a ti com a minha ausência e te fizessem doer o peito como a mim fizeram, mas o Karma é assim mesmo, desafia as pessoas e gosta sempre de ganhar as batalhas. Mas depende de ti, meu querido, se ganhas ou perdes esta. Gostava muito que pudesses encontrar a tua paz como eu encontrei a minha, o caminho que deves seguir, nem que seja por agora. Gostava de te dizer que é bom estar sozinho para se encontrar esse caminho, que o tempo cura muita coisa e que tu tens um coração bom, confuso e com muita tralha mal arrumada, mas bom!
Hoje quando cheguei a casa, lembrei-me como tenho medo de trovoada e como não gosto do barulho da chuva, da mesma maneira como não gosto que não consigas ficar por aqui sem causar logo estragos. Mas quando cheguei a casa, percebi também que está na altura de te largar e de te deixar a ti descobrires o caminho e a paz que eu já descobri, porque só tu podes fazê-lo.
Boa viagem, *

even the pouring rain won't keep her away.

Thursday, 24 September 2009

Meant to be.. not!

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Ele: Eu sabia que ia ser incrível e para repetir. Uau.
Ela: Tens razão, uau.

Nunca dois uaus tiveram significados tão distintos. Lembram-se do celibato aqui? Pois nem ela nem ele se lembraram de crenças religiosas nessa noite e, como Deus não dorme, houve castigo: Não resultou. As tentativas foram várias, todas elas furadas. Vence o Karma, mais uma vez.

Monday, 14 September 2009

Who's afraid of the dark?

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Tenho medo do escuro. Não estou preparada para ser largada num quarto sem luz e andar às cegas, não foi isso que nos ensinaram na escola. Eu bem disse que o Ciclo de Krebs e as reacções de Oxidação-Redução não me serviam para nada, em vez disso, deviam-nos ter ensinado a não ter medo do escuro, a entrar no quarto sem olhar para trás, sem medos e hesitações - mas do homem também não fazem parte isso mesmo: os medos e as hesitações?
Não lido bem com as despedidas, aliás, não acredito nelas, e deve ser por isso que me custa tanto ver toda a gente à minha volta com abraços, beijos, e mimos a mais porque vão para lugares diferentes. Sabem uma coisa? Eu não acredito em nada disso. Para mim as despedidas não existem. Fazem chorar e ter medo, ainda mais medo do escuro. E os mimos para mim, são iguais o ano inteiro.
Estes dias têm sido assim, uma loucura à minha volta! Pareço uma tela em branco que não consegue sentir, com um bloqueio do lado esquerdo do peito que não me deixa ser inundada por nada. Eu quero sentir, eu preciso de sentir. Mas eu quero sentir as mesmas pessoas, as de sempre, e não me venham cá com despedidas porque eu não me acredito nelas. Eu quero sentir um amor bom, puro e cor-de-rosa qb, com direito a borboletas na barriga que já fazem falta. Eu tenho medo do escuro, e eu preciso da minha irmã durante a noite para me dizer que está tudo bem, e que não preciso de ter medo. Que eu estou só numa fase de choque porque ainda não me apercebi muito bem que é real, e que a partir daqui os sonhos começam a ganhar asas (vão e voam! - oh my...!) e que tudo vai correr bem. A minha irmã sabe sempre o que dizer na hora certa, e se não souber, a minha irmã canta, e eu deixo de ter medo do escuro, deixo de estar em choque e começo a encontrar o equilíbrio e a paz que eu tanto gosto e preciso.

And now whatever way our stories end, I know you have re-written mine, by being my friend.

Saturday, 12 September 2009

Obrigada Senhor.

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Conheci este rapaz em meados de Abril. Encontramo-nos num restaurante, numa festa, naquelas casualidades que as séries tantas vezes retratam de nos interessarmos por um amigo de uma amiga que tem connosco imenso em comum. A mesa do restaurante estagnava, pontualmente, para nos ouvir rir alto. Gargalhadas ecoavam sob pernas entrelaçadas debaixo da toalha. É. Conheci este rapaz em Abril, amigo de uma amiga, e vimo-nos talhados um para o outro. Passamos a fazer tudo juntos. Ele é giro, um querido, atencioso, leva-me a sítios únicos, traz o pacote todo. Passamos a ser dois lados da mesma moeda e com o decorrer dos meses cresceu esta piada de sermos um só, mas de sexos diferentes - o que haveria de dar muito jeito, caso ele não me dissesse, muitos meses depois, que as suas convicções religiosas são quase mais fortes que as de um frade. É. Pois quando eu julgava que ninguém nos seus vinte anos, e na Era em que estamos, me diria ser fiel ao celibato, vem ele dizer-me. De toda a gente, ele. Este rapaz, talhado para mim, desejoso apenas de Deus. Apenas d'Ele. É.
Frustrações aqui? Ora essa, nenhumas! Cristo Redentor me salve, é quanto digo.

Friday, 11 September 2009

Learning about: Men.

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É verdade que existem homens românticos, eles andam por aí, meninos bonitos, com cara de namoradinho-Harvard-hunk, barba feita, planos de família, casa com piscina e emprego das 9 as 5. Eles são educados, jogam sempre pelo seguro com rosas vermelhas, elogiam o vestido em todos os jantares e não se importam de ir as compras com as namoradas. Eles existem, mas não me interessam nem um bocadinho - shame on me.

Analiso as marcas que os amantes me foram deixando corpo-fora e percebo que nenhum dos autores alguma vez me prometeu amor eterno. Os que me prometeram foram apagados, marca demasiado fácil. Os verdadeiros tinham todos o mesmo mundinho interior espelhado nos olhos e um aviso de "eu sou força da natureza, não me tentes dominar" marcado nas mãos hábeis e conhecedoras de milhares outras histórias de amor. E eu deixei-me moldar por eles, fui-me deixando levar por histórias sem final certo (mas que certamente não seria happilly ever after), fui-me mentalizando que o meu "the one" não seria um género de Zack Efron que leva pequeno almoço à cama mas mais uma espécie de Gerard Butler com uma guitarrinha que nem na cama está na manhã seguinte.

Estou a aprender a lidar com este tipo de homens. É provável que me canse deste género eventualmente, mas para já, lido com relações boas e leves, que na manhã seguinte já lá não estão. At this point, eu também já lá não estaria.

Friday, 4 September 2009

Measure your life in Love

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Hoje partilho isto com vocês. Quem não conhece, aconselho vivamente. Um filme, um musical de uma vida.

Monday, 31 August 2009

Mito.

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Uma mulher não precisa sempre de um cavaleiro andante que a salve. Há mulheres que não querem ser salvas, ponto final. Há as que não ficam bem de folhos, que nem gostam de rosas e se negam aos clichês do clássico para-sempre. Cheguem-se ao século XXI e acreditem na auto-suficiência feminina. Saltem do cavalo branco, minhas queridas.

Sunday, 30 August 2009

Drama #1

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Eu sei que os gays são os melhores amigos das mulheres... Mas eu vou precisar de me divertir em Londres e onde é que vou arranjar Homens para isso?

Friday, 28 August 2009

We're not friends.

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Durante estes meses todos fomos como aqueles autocarros que passeiam pelas cidades e que os turistas tanto gostam de apanhar, sentando-se nos lugares de cima para tirar melhores fotografias, que quando regressam mostram aos familiares e amigos, e contam como foram as suas férias maravilhosas. Chamam-se autocarros: Drop on, Drop off. As pessoas compram o bilhete, entram no autocarro, fazem questão de se sentarem nos melhores lugares e ainda acenam às pessoas que vão a pé. Saem quando estão fartas de estar sentadas: ou porque está calor, ou porque querem conhecer melhor aquela parte da cidade, ou porque querem ir à casa de banho, ou por tantas outras coisas. Uma vez satisfeitas as necessidades voltam a entrar no autocarro, porque já compraram o bilhete, e por isso podem, porque se o autocarro é de Drop on / Drop off, as pessoas fazem isso mesmo: entram e saem, sem dar justificações a ninguém.
Meu querido, que fomos nós mais que um autocarro de drop on / drop off durante estes meses? Fizemos os dois gato sapato do coração um do outro, e no fim a culpa perdeu-se no vento, porque nem eu a tenho, nem tu a escondeste. O único problema foi não nos cansarmos de andar de autocarro ao mesmo tempo, e de tu quereres saír quando eu queria entrar, e de eu me ir embora e rasgar o bilhete quando tu ainda querias dar mais uma volta. Entraste no autocarro e apanhaste-me de surpresa. Sentaste-te ao meu lado sem pedir licença e eu pouco me importei. A tua espontaneidade aliciou-me, e que escolha tinha eu se não deixar-te entrar sem justificações? Levantaste-te e foste embora sem avisares com antecedência, e eu nem tive coragem para me mexer. Saímos e entramos umas quantas vezes, sempre desencontradas, até que nos voltamos a sentar um ao lado do outro, mais uma vez. Levantei-me e saí. Alguem tinha de ser o primeiro, e eu nunca fui muito de autocarros, e estas viagens já me tinham deixado enjoada. Vim embora com o coração nas mãos como que à procura de um lugar para o pousar (que sorte em ter a Pe. e a E. comigo nas melhores e nas piores alturas). Tinha sentido demais, tinha-te dado demais. Era o meu primeiro grande amor, amor a sério, que querias que fizesse? Queria vivê-lo ao sabor do vento, sem medos e preocupações. Amor de Hollywood.
Hoje digo que não somos amigos. Depois de uma tarde de conversas e compromissos e promessas entre três amigas, comprometi-me a não me deixar seduzir pela tua espontaneidade, de apareceres sempre quando eu não espero, e de fazeres sempre o que eu não prevejo (you know why I like to watch movies I've already seen? Because I like knowing how things are gonna turn out). Por isso eu fui, de alma tranquila e coração aos pulos por não saber o que viria de ti. Deste-me um sorriso, a tua mão na minha cintura, e rejeitei tudo isso. Tu não me queres de volta, nem eu a ti. Mantive a minha postura de "non-friends" e esperei pelo fim até te voltar a encontrar. Deste-me mais um sorriso, a tua mão na minha cintura, e ainda um abraço com direito a mimo. Não percebeste meu querido, para já não somos amigos, e só por eu ter lá estado não significa que eu esteja à tua procura (your turn to write the story, not mine). Tu não me queres de volta, sabes bem disso. Despedi-me na incerteza do que pensas que somos sem admitir que ainda gostava que te deixasses de preguiças e que fizesses mais que "estenderes-te e comeres" quando não entras em cena, que se "gostas [assim tanto] de me ver" podias querer ter-me mais que um número da agenda telefónica para o qual ligas ou mandas mensagens quando bem queres e te apetece. Hoje não somos amigos, mas é a tua vez de arregaçares as mangas e de te mexeres.

This love has taken its toll on me, He said goodbye too many times before.

Almoço do passado.

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Um dia, era eu a menina a crescer para o mulher, amei um menino a crescer para o homem. Esse menino, J., era o meu sol, a minha chuva e a minha música. As palavras tão cultas que saiam daquela boca, que eu desejava a todos os instantes, eram a minha bíblia e o meu corpo era o palco do tão complexo actor que me tinha com um só olhar. Nunca lhe admiti este amor pela palavra "amo-te", nunca lhe disse por pensar que havia ainda muito caminho a percorrer até o mesmo verbo poder ser pronunciado com a mesma intensidade pelas duas bocas. O tempo fez o que tinha a fazer e a vida levou-o para longe de mim. Janela fora foram todas as palavras bonitas, os toques e tudo mais que é cor-de-rosa demais para ser recordado. Janela dentro ficaram as promessas de permanecermos amigos ligados por uma troca de sms ocasionais.

Tempo passou-se. Ele arranjou uma miúda, morena como eu sempre quis ser, ele continuou com a vida dele. Eu, presa a um coração demasiado agarrado, não segui em frente com tanta facilidade. Eu, presa a um coração demasiado agarrado, senti-me traída sem razão de ser. Ele, com o coração já agarrado a outro, sentiu-se injustiçado. Nós, corações incompatíveis por tudo de que são (foram) feitos, discutimos, utilizamos as mais feias armas que possuíamos e armamos uma guerra capaz de derramar mais sangue do que tínhamos para derramar.
Hoje, após meses a lamber as feridas pós-guerra, pegamos no orgulho, pusemo-lo de lado e fomos almoçar.


Ele estava igual, sabem? Mas Eu não. Eu já não tinha os óculos cor-de-rosa postos e já não o julgava o Homem da minha vida. Já não julgo. Compreendo agora que Ele nunca me fez tão bem quanto julgava. Quando estamos demasiado em contacto com o negro, acabamos por escurecer também e eu gosto tanto da minha côr clara.
Cheguei a casa, atordoada de te ouvir falar da tua vida nova, dos novos amigos, do novo curso, do novo tudo e ainda assim peguei na tua velha fotografia e enfiei-a na mala. Já não sou Mulher de me torcer por ti, mas a nova Eu deve-se à tua ausência.
Mesmo sabendo que chocolate faz engordar, dá espinhas e mais o quê, comemos.- Um amigo meu perguntou-me assim "Why do we always go for the bad-ass ones? We know they're no good. We still want to fuck them though". O meu amigo tinha muita razão. Só gostamos do que nos faz mal.

You can all go home. It's over. So over.

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Se a nossa relação fosse uma casa, seria uma de duas assoalhadas. Uma casa construída com tempo, muito tempo, cheia de janelas e cuja porta de entrada se encontra virada para o Norte. Até agora escapuli-me vezes sem conta pelas janelas da nossa casa, da nossa relação. À socapa, escapava-me de ti para braços de outros homens. Mais fortes, mais compreensivos, mais cultos. Amei-te de todas as vezes que fui de outros homens. Amei-te de todas as vezes que fui tua. Regressava a casa pela porta, limpava pés no tapete de entrada e lavava mãos da facada que nos fui dando, com o tempo. Muito tempo. Mantivemos a casa limpa, fosses tu tão atento quanto és asseado, meu querido. Discutimos mais vezes que o que consideraríamos ideal, ou até normal para os casais nossos amigos. Fugia para o primeiro andar e trancava-te no rés-do-chão. Não te ouvia nem tu a mim, os berros chegavam aos vizinhos e podíamos vender a mágoa em bancas de limonada fresca, como quando éramos novos e apaixonados. Porque foi isso que voou pela janela - a paixão. Com ela, os alicerces da nossa casa. E os outros homens amaram-me mais que tu. E eu amei-os mais a eles que a ti. Aos seus braços mais fortes, mais compreensivos, mais cultos. Hoje a nossa casinha ruiu e eu saí pela porta principal. Perdi o meu Norte mas chamei-te ao jardim para conversarmos. Não me vou escapulir mais pela janela, desculpar-me com as minhas amigas ou as habituais dores de cabeça. Somos demasiado crescidos para vender limonada na rua e não posso ficar mais. Já não tenho idade para fugir pela janela, aprendi valores que superam a culpa e a mentira. Perdoa-me e, se puderes, arranja coragem para voltar a amar. A construir uma nova casa, térrea, cujas janelas sejam tão-só clarabóias e os alicerces sejam incondicionalmente indestrutíveis. Uma casa longe das ruínas da nossa.

Tuesday, 25 August 2009

Presentations: Blair

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Nunca gostei de apresentações, porque nunca soube por onde começar, o início?
Ainda não falava e já chorava com medo de pombas - e se me perguntarem digo que não é medo, mas é certinho que ainda me apanhem a fugir-, costumava sentar-me no sofá a ver a minha mãe a descobrir como aplicar a tecnologia às artes visuais, e era capáz de passar horas a vê-la trabalhar nisso; dizia que um dia ia chegar à lua e iria ficar a viver por lá - já achava que o Mundo por aqui era pouco cor-de-rosa como eu gostava que fosse e demasiado confuso. Andava sempre rodeada dos mesmos amigos, e as minhas festas de anos contavam sempre com mais rapazes que raparigas - couldn't help it! Sempre fui de amuar muitas vezes, mas foi com esses mesmos rapazes, os dos tempos da lua, que aprendi a desamuar tantas vezes como as que amuava. Cresci sempre sobre a protecção deles, e a partir de uma certa altura, encontrei a E. que me deu a protecção de irmã, e a Pe. que sempre me deu a força que ela tem. Entretanto apareceu o cinema e a paixão pela produção, que vierem substituir a vontade de ir à lua e mostrar-me que do cor-de-rosa não preciso e que na confusão posso encontrar tanta coisa boa. Foi na confusão que descobri que gosto de aeroportos e de transportes públicos porque adoro pessoas - foi com as minhas pessoas que aprendi a amar e a dar sem medos -, e imaginar como cada pessoa tem uma história que devia ser ouvida, ou pelo menos eu gostava de ouvir. Gosto de histórias de amor porque também é daí que as pessoas tiram força e se tornam nas pessoas que são, e é tão bom poder dar (amor) que o que me deixa mais preenchida é poder dar e saber que as pessoas gostam.
Se há coisa que aprendi - acho que tanto com a Pe. como com a E.- foi saber ir tirando de tudo o que vivo as maiores e melhores lições, e a guardar o que é bom de guadar. É por isso que gosto do amor, porque mesmo que tenha s(ab)ido (a) pouco, soube guardar o que de melhor eu tive: o cor-de-rosa, os principes e as princesas, e o amor que fui capaz de deixar crescer e sentir.
Fiz as minhas escolhas, adiei a viagem à lua e vou à procura do sonho de criar histórias que cheguem às pessoas, assim como as histórias me chegam a mim.
Tenho um coração grande que se estende por continentes, com a certeza que a elas, eu levo.

Thursday, 20 August 2009

Presentations: Penelope

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Sou mulher de convicções. Cresci a julgar que sabia exactamente o que queria, sabia exactamente onde procurar e agia com um fim último: encontrar um amor eterno. Ceguei pelo caminho, na busca incessante, e, ingénua miúda então, apaixonei-me, plena. Estudava rumo a Direito. Detestava todas as aulas de Geografia, períodos históricos aborreciam-me e estudava Biologia com a melhor amiga nos tempos livres. Fascinava-me o corpo humano, as plantas, a vida. A dada altura, já não tão miúda assim, a vida trocou-me as voltas. O tão aclamado amor eterno foi-o só até deixar de o ser e troquei Direito por Saúde numa só semana. A família ficou em rebuliço, a direcção da escola chamou-me impulsiva e inconsciente. Mudei de curso, de turma, de horários. Sou mulher de convicções. Convenci-me a entrar de postura altiva e reservada, agia com um fim último: formar-me em Saúde e amigos seria optativo. Teria sempre os de Humanidades, não queria dar-me a miúdos de Ciências a partir do zero, seria esgotante voltar a contar tudo de mim, deixar que o vissem sequer - o que sou. Pois sou mulher de convicções, ou sempre me julguei sê-lo. Até que a vida chega e me troca as voltas. A melhor amiga que comigo estudava Biologia foi-o até deixar de o ser, conheci das pessoas mais marcantes no novo curso. As que me apaixonavam pela vida que transbordam e partilham, qual livro aberto. A vida volta a fazer das suas e destinos apartam-nos. Hoje não sinto qualquer convicção que não a de me saber perdida. Nunca disse vezes suficientes "amo-te" a amigos porque julguei o amor único de um homem. Vejo-o agora, enquanto a minha pessoa preferida faz as malas para Londres. Sinto-o agora, enquanto me preparo para ver uma tão doce amiga partir para Aveiro. A cúmplice de sempre, para Lisboa. Choro, com tanta facilidade quanto sentimento. O amor da minha vida? Pois esse deixou de o ser e não o sabe, ainda. Não haverão lágrimas aqui, outros virão.

Despeço-me das minhas convicções e saúdo a vida como ela o é: louca, desprevenida, inconstante. Talvez por me identificar tanto com ela. Fosse ela viciada em sapatos altos, cafés, Anatomia de Grey e sexo e seríamos almas-gémeas. Eu e a vida, a partir de agora, começamos da estaca zero. Seja esgotante ou não, vou em frente.

Monday, 17 August 2009

Presentations: Elle

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Desde que me lembro que me sinto pertencer a um palco. Nunca acreditei que tivesse o que fosse preciso. Até que pus os medos numa mala juntamente com sapatos de dança, roupa preta e partituras e meti-me num avião rumo a Londres. Ouviram-me, viram-me e aceitaram-me. Sou oficialmente uma aluna de Teatro-Musical e vou passar os próximos três anos da minha vida a estourar-me para ser a melhor artista que posso ser, em Londres. O que me move é muito simples - fazer os outros sentir o amor que eu sinto. E em cima do palco é onde o faço melhor.
Para trás deixo a vida como a conheci até agora: os pais, o irmão pequeno, as melhores amigas, os lugares e os amores. A Casa, portanto.
E por muito que me custe saber que foram estes elementos que me moldaram até agora, tenho outra parte de mim para construir. Do zero.
Sou inconstante, demais às vezes e sinto muito, de todas as maneiras (muito à Fernando Pessoa, que gostava muito de conhecer, by the way). Trapalhona, não sou do tipo de mulher com classe e elegância, embora goste de acreditar que fui a Audrey Hepburn numa outra vida. Maquilhagem e Sapatos são um vicio. Para além desse, só o chá, todas as noites, religiosamente.
Odeio bananas, seringas e violência e adoro chocolate, girasois e surpresas.
Mulher em construção, criança pela outra metade. Acredito no amor, hoje e para sempre, não é ele o melhor momento da nossa felicidade?
Música: Indie.
Series: Grey's Anatomy, a Izzie foi construida a partir de mim.
Cor: Azul
Pessoas: B. e Pe.
É só.